domingo, 25 de setembro de 2011

Agora ouça A hora do sétimo anjo...



De Pirisca Greco, composta em 2005, ano do centenário de Erico Verissimo.

A pena antes tão firme, que doce, na folha branca
A mão que lhe sustentava estava agora tão fria
Final de vida com jeito de romance inacabado
Um solo de clarineta tomando a noite vazia

Se calam tantos fantoches quando o vento é rebeldia
O tempo mostrando as garras vem ceifar outra existência
A alma do escritor verte amor, se faz poesia
E a cruz que lhe acompanha é a cruz da sua querência.

Uma música ao longe ecoou na imensidão
Talvez seja essa passagem, mais um livro a começar
A vida pode ser poeira a escorrer por entre as mãos
Mas a alma nessa hora é raiz de cambará.

O rumo da liberdade não tem caminhos cruzados
Os lírios não se desbotam quando a terra é sentimento
Mais um contador de história seguindo pra eternidade
Deixando suas pegadas pelo tempo e pelo vento.

Então em vez da trombeta, tocou, o Sétimo Anjo,
Um solo de clarineta no seu tom de despedida
A voz de Deus sussurrando, aos poucos, foi lhe mostrando
Que os sonhos que plantamos são maiores que essa vida.

Uma música ao longe ecoou na imensidão
Talvez seja essa passagem, mais um livro a começar
A vida pode ser poeira a escorrer por entre as mãos
Mas a alma nessa hora é raiz de cambará.

Uma música ao longe ecoou na imensidão
Talvez seja essa passagem, mais um livro a começar
A vida pode ser poeira a escorrer por entre as mãos
Mas a alma nessa hora é raiz de cambará.

Uma música ao longe ecoou na imensidão...

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